Sempre… Para sempre

Janeiro 10, 2010

“Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre”

Donna Maria

Janeiro 6, 2010

“Nunca quis saber
Nunca quis acreditar
Que irias partir
Não podias cá ficar
Nunca quis escutar
E muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava
A intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram
Para nunca me dar
A uma pessoa ou a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora
De que servem estes olhos
Se não podem mais te ver
Queria ver
Queria saber
O que fazias tu
Que estás aqui a observar
Estás a ver
Estás a perceber
Pode ser que um dia
A gente volte a se encontrar
Agora embora,
Agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho para pensar
Agora agora
Que a minha alma chora
Como diz alguém
Vou me perder pra me encontrar.”

Outubro 13, 2009

Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos).

Fernando Pessoa

Eu confesso.

Setembro 29, 2009

Confesso que sinto falta daquele mimo privado, só meu, só para mim. Sinto falta dos gestos simples, como as pontas dos dedos a começarem uma viagem muito lenta no meu braço, passaram na clavícula, subirem aos meus lábios e finalmente desceram, até ao umbigo, a percorrer o meu corpo como se fosse um piano delicado. Tenho saudades dos arrepios quase audíveis, de sentir os meus poros dilatarem, de, com deleite, sorrir e encolher a barriga, fingir que fujo às cócegas quando quero que elas continuem…

Confesso que me faz falta os segredos em sussurro, os suspiros no meu pescoço e as declarações embaraçadas, espontâneas e quase infantis. Sinto falta de deixar que alguém me veja, do deitar a cabeça num peito em que o coração bata por mim, de me sentir segura num abraço maior que eu e de então ser pequenina e mimalha. Tenho saudades de ouvir coisas bonitas…

Confesso que até da ansiedade de gostar eu sinto falta. O olhar, o fugir, o voltar, dizer que não quando queria dizer que sim, dizer que sim quando devia dizer que não, fingir-me indiferente, correr atrás, correrem atrás de mim, insinuar, fazer-se despercebido…

Tocar com os dedos das mãos num sem querer muito mal disfarçado. Brincar com as mãos debaixo do assento para que ninguém veja e nós possamos fingir que não se passa nada. Como eu adoro o fingir que não se passa nada. A pergunta, a não resposta. Não é sim, não é não, talvez quem sabe… Ficar nessa incerteza deliciosa e repetir. Repetir o aproximar, o afastar, os olhares de desejo, as mentiras que dizem serem mentira, o sorriso endiabrado no canto da boca, a vontade…

Tenho saudades da tensão do meu corpo quando estou muito perto de alguém que quero e tenho simplesmente de ficar quieta. Sinto falta do baile que danço, enquanto me deixo aproximar para fugir a seguir, quando deixo que me agarres para te fazer largar-me, quando os nossos lábios ficam muito perto, mas mesmo assim não se tocam…

Confesso que sinto falta de gostar. E sinto falta da correspondência também. Sinto falta da espera ansiosa, da incerteza do dia seguinte, da certeza que é contigo que quero ficar. Tenho saudades de me sentir importante, de que me conheças melhor que ninguém, de que saibas dar-me a volta quando faço birra, que eu quero que fiques quando eu digo que não…

Tenho saudades de rebentar de felicidade, de dar um beijo apaixonado que parece que vai durar para sempre, de sentir o meu coração a rebentar do peito. Sinto falta de me perder nos teus olhos, em silencio, e sorrir até adormecer convencida que aqui e agora não há felicidade maior que dormir ao teu lado…

Sinto falta que me tirem esta armadura do peito, o peso dos ombros e os dentes de fera para que eu possa voar de contente, de amor,  de menina…

Setembro 3, 2009

Ainda estou furiosa com as más línguas.

Maio 15, 2009

Quando quiseres, eu estou à janela.

Abril 22, 2009

Hoje dava tudo por um abraço teu.

Fevereiro 19, 2009

Dá-me a mão por favor.
Só um bocadinho.
Só até esta saudade passar.

Retrato

Outubro 5, 2008

Parabens Luís

Junho 3, 2008

Ia ligar-te mas tenho medo que estejas a dormir. Sempre me disseram que não se deve importunar os herois, que quando eles não estão em luta têm é de descansar.
De qualquer forma, quando acordares vai à janela. O céu está azul, está calor, parece que as nuvens se amredontaram com o teu poder e foram embora para não serem castigadas.
O sol está ainda mais dourado hoje, pois os prémios dos herois costumam ser assim, amarelos e reluzentes, para não parecerem tão feios junto do brilho que os herois têm. Acabam sempre ofuscados os prémios.
Tentei escolher um para te dar, mas tudo o que encontrei era pequeno ou feio ou tosco. Não havia nada bonito, nada heroico, afinal não dá para competir com o sol, e esse ofereceu-se a ele mesmo.
Resolvi pedir ao vento para te levar o meu sussurro, baixinho, para não te incomodar. É só para provocar um sorriso, mesmo que pequeno, para que possas rapidamente voltar a tua vida sem teres de te preocupar com coisas menores, como eu.
Por isso hoje, quando fores à janela, dá um bocadinho de atenção ao vento, que ele vai dar-te os meus parabens!

Parabens Chiken (ou Luís como preferires) !