Beijar com os dentes

Maio 1, 2011

Adoro beijar-te com os dentes. Trincar-te o pescoço, primeiro devagar, lento, molhado… De repente apertar com força, deixar-te a marca e fugir. Mas não para muito longe.
Dois passos atrás e já me agarraste a encostaste à parede. É tua vingança. Também tu gostas de beijar com os dentes. E com as mãos, com o peito, com o corpo todo.
Se nos apertas mais eu deixo de respirar, mas na verdade, acho que nem preciso. Preciso dos teus dentes no meu pescoço, de te morder lábio, de sentir as tuas mãos apertarem-me os braços um contra o outro, atrás das minhas costas para não me conseguir soltar.
Eu vou morder-te até me soltares. E em seguida vou fugir novamente só para que me apanhes mais uma vez, para que te vingues, para te teres de prender as minhas pernas com as tuas. E tu vais morder-me mais, para me castigares, o pescoço, a clavicula, o ombro, o peito… se desceres mais eu solto-me. E aí vou morder-te a camisola, que estou farta que a tenhas vestida.
Quero marcar-te o tronco, as costelas, a barriga. Vou cravar as minhas unhas nas tuas costas e arranhar-te de uma ponta à outra. Vou inspirar o teu cheiro, em substituição do oxigénio do ar. Vou fundir-me contigo.
Vamos beijarmo-nos, mordermo-nos e comermo-nos como se não houvesse amanhã. Porque, na verdade, para nós o amanhã não existe.

Fevereiro 21, 2011

“We could have had it all,
Rolling in the deep,
You had my heart inside of your hands,
And you played it to the beat.”

Novembro 10, 2010

Não consigo deixar de pensar no desperdício que somos, no amor que não agarramos.

Julho 13, 2010

“O que torna a tua rosa especial é o cuidado que tu lhe dás
Todas as rosas são vulgares até serem tuas
Todos os homens serão vulgares
Até encontrares e transformares o teu”

Abril 5, 2010

Tenho a mão muito pesada, de ninguém a segurar…

Março 15, 2010

Apetecem-me beijos e mimos.

… e mais uma vez foi lindo.

Sempre… Para sempre

Janeiro 10, 2010

“Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre”

Donna Maria

Janeiro 6, 2010

“Nunca quis saber
Nunca quis acreditar
Que irias partir
Não podias cá ficar
Nunca quis escutar
E muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava
A intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram
Para nunca me dar
A uma pessoa ou a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora
De que servem estes olhos
Se não podem mais te ver
Queria ver
Queria saber
O que fazias tu
Que estás aqui a observar
Estás a ver
Estás a perceber
Pode ser que um dia
A gente volte a se encontrar
Agora embora,
Agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho para pensar
Agora agora
Que a minha alma chora
Como diz alguém
Vou me perder pra me encontrar.”

Outubro 13, 2009

Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos).

Fernando Pessoa

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